quinta-feira, 30 de abril de 2026

Desafio - PBL 7: Interfaces digitais e interatividade

        Sabemos que somente disponibilizar os artefatos digitais e o ambiente virtual não garantem uma aprendizagem colaborativa e interativa entre estudantes de forma significativa, pode ainda assim ser algo transmissivo e expositivo, é necessário que o professor faça a mediação e disponibilize propostas que proporcionem essa aprendizagem diferente que cause uma transformação no processo de ensino-aprendizagem.

        A atividade será um estudo de caso desenvolvido na disciplina de graduação em Pedagogia, com alunos do segundo período e o objetivo é fazer reflexões e compreender criticamente o conceito de Aprendizagem Significa baseado na epistemologia de David Ausubel de forma colaborativa e interativa no ambiente virtual de aprendizagem - AVA.

         Inicialmente, serão apresentados o objetivo geral que é compreender os princípios da Aprendizagem Significativa e analisá-los criticamente em um caso real do cotidiano escolar e específicos que são identificar subsunçores, conhecimentos prévios e diferenciação progressiva; produzir um mapa conceitual coletivo no AVA com todos os estudantes e os referenciais propostos que são Ausubel (2003); Moreira (2011); Masetto (2013) sobre mediação pedagógica em ambientes digitais, mas os alunos poderão buscar outros que os interessem

          Na segunda etapa, teremos a mobilização de subsunçores, que é o conceito de Ausubel sendo colocado em prática, serão discutidos os conhecimentos prévios e introduzidos os conceitos centrais de Ausubel, faremos uma enquete no Moodle: "o que torna uma aula inesquecível?" e a discussão das nuvens de palavras geradas para analise e interação dos alunos, posteriormente, faremos uma exposição dialogada, apresentação dos conceitos: aprendizagem significativa x mecânica, subsunçores, organizadores prévios, uma atividade em pares que cada dupla preenche um mapa conceitual inicial em uma página da Wiki do Moodle a partir de uma palavra-chave e para encerrar o primeiro dia, faremos o fórum de fechamento com uma postagem em nosso ambiente: "que conceitos prévios meu foram mobilizados hoje?"

           Na segunda aula, faremos um estudo de caso colaborativo, no qual analisaremos um caso real em grupo:

          A professora Marta começou a unidade de números decimais no 4º ano introduzindo a notação 0,5, 0,25 e 1,75 diretamente no quadro. Após duas semanas, percebeu que parte da turma somava 0,2 + 0,3 = 0,5, mas escrevia 0,5 + 0,5 = 0,10, tratando os algarismos após a vírgula como números independentes.

            Em conversa com a coordenação, Marta relatou: "Eu expliquei várias vezes, mas é como se eles não tivessem onde encaixar essa ideia." Ela decidiu então retomar frações simples — meios, quartos, décimos — usando dobraduras e barras de chocolate antes de voltar à notação decimal.

  1. Quais subsunçores estavam (ou não) disponíveis nos estudantes do caso?
  2. A primeira abordagem de Marta favoreceu aprendizagem significativa ou mecânica? Por quê?
  3. Como as dobraduras e barras de chocolate funcionam como organizadores prévios?
  4. Que outra estratégia mediada por interface digital poderia apoiar essa diferenciação progressiva?
          Após a leitura, cada grupo apresentará uma síntese de 5 minutos e os outros comentam via fórum em tempo real.

           Na terceira e última aula sobre esse assunto, faremos uma tarefa que será desenvolvida por meio de fórum de pares e construção de um mapa final. Inicialmente, realizaremos a revisão dos mapas durante 20 minutos, comparando o mapa inicial elaborado na Aula 1 com o mapa coletivo da Aula 2, buscando identificar o que se diferenciou. Em seguida, será realizado uma oficina, na qual cada grupo elabora um plano de aula breve aplicando organizadores prévios ao caso estudado. Depois, há a etapa de avaliação por pares em que os grupos trocam seus planos por meio do fórum e utilizam uma rubrica de feedback para análise. Por fim, realizaremos a autoavaliação com a elaboração de um diário reflexivo individual a ser postado na tarefa do Moodle e deve ser comentado pelos outros alunos.

A proposta se baseia no estudo de caso, que é uma perspectiva colaborativa e interativa, na qual a interface digital atua como um instrumento mediativo e proporciona interação, diálogo e aprendizagem significativa para os estudantes.

AMBIENTE VIRTUAL CRIADO

27/04 - depois de duas semanas inteiras, enfim, nosso reencontro!

    A aula de hoje, como sempre, nos trouxe várias inquietações e sempre nos faz sair diferente de como entramos. Posso considerar nossa sala de aula como um rio, pois entramos nele às 13h30 de um jeito e as 16h30, saímos de outro. Cheios de dúvidas (sim, por isso temos o prazer da leitura durante a semana), com novos olhares, novas inquietações, novos caminhos e MUITOS conceitos.

     Nossa aula começou, também como sempre, de uma forma diferente. Professor Fernando nos entregou um post-it para que escrevêssemos uma mensagem para o nosso “eu” sobre nosso andamento da disciplina até agora, a mensagem que encontrei, dizia: “disciplina e persistência” e muito se assemelha com meu equilíbrio dos pratos citados em meu último post. Devemos persistir com disciplina para não cairmos.

    Logo depois, demos continuidade ao PBL 6, o qual os colegas de classe discutiram sobre suas respostas e o que me chamou atenção foram as semelhanças encontradas nelas, as quais falavam sobre os dispositivos mais usados que eram os celulares, tablets e computadores, potencialidade dos dispositivos em que podem ser acessados em qualquer lugar com o uso das plataformas que proporcionem isso e do professor como mediador, como já falamos em discussões anteriores. Diante disso, verificamos que os objetivos foram atingidos, aqueles que colaboraram com as discussões, de fato, conseguiram chegar ao entendimento final do PBL.

      Durante a aula, o professor também solicitou que pesquisássemos sobre “nomadismo digital” e encontrei, segundo Nascimento (2015): "os nômades digitais são pessoas que, aproveitando os avanços da tecnologia e da Internet, adotaram uma nova forma de relacionar-se com o trabalho e com o mundo, na qual assumem a posição de donos do tempo e permitem-se viverem novas experiências, ao mesmo tempo em que conduzem seus trabalhos de onde quer que estejam" ou seja, são pessoas que conseguem criar, estudar, trabalhar de qualquer lugar que estejam, basta possuir os artefatos digitais que proporcionem isso. Por momentos já fui nômade digital, quando dei aulas de inglês na pandemia para minha aluna do Rio de Janeiro.

      Ainda voltando para o PBL 6, o professor nos indagou sobre o termo “aprendizagem significativa” que segundo ele, estava na moda, mas as pessoas utilizam sem saber o significado. Na década de 1960, David Ausubel (1980, 2003) propôs a sua Teoria da Aprendizagem Significativa, a qual enfatiza a aprendizagem de significados como aquela mais relevante para seres humanos. Tavares (2004) afirma que "existem três requisitos essenciais para a aprendizagem significativa: a oferta de um novo conhecimento estruturado de maneira lógica; a existência de conhecimentos na estrutura cognitiva que
possibilite a sua conexão com o novo conhecimento; a atitude explícita de aprender e conectar o seu conhecimento com aquele que pretende absorver. Esses conhecimentos prévios são também chamados de conceitos subsunçores ou conceitos âncora" e isso se assemelha ao conceito trazido por Marcos em nossa aula que falava sobre aprendizagem significativa e aos conceitos de Freire que tratam sobre os conhecimentos prévios que devem ser levados em consideração pelos alunos antes de iniciar de fato os assuntos.

Durante o intervalo, mais uma dinâmica proposta, tínhamos que descobrir quem publicou cada "mistério" em seu blog e falar quem foi o seu. Ricardo citou minha postagem e fiquei muito feliz com a delicadeza e a sensibilidade que minhas palavras foram lidas, me senti de fato importante. Em minha publicação, citei a quadrilha de Bruno, uma postagem magnífica que nos faz ver como a tecnologia pode estar em todos os lugares, até mesmo os mais improváveis.

        Depois de tantas discussões de conceitos, enfim, fomos para o PBL 7, de Alessandra e Ricardo que falava sobre interfaces digitais e interatividade! Iniciamos a discussão tratando sobre esses conceitos, em meu grupo 2, dividido pelo professor, formado por Rute, Martone, Mayara, Ana Larissa e Elenildo. Nosso objetivo inicial foi criar 3 perguntas baseadas no problema que foi criado pela dupla e após muita conversa, criamos e postamos em forma de comentário. O desafio proposto foi criar um aplicativo, colaborativo e interativo para os alunos, com a mediação dos professores. Estamos no processo, mas vem dando certo.
       Como sempre, mais uma aula que nós faz sair da caixinha, da zona de conforto, nós faz querer mais e buscar mais, descobrir novos conceitos, inclusive já vejo até mudança em minhas rodas de conversas fora do ambiente acadêmico, quando me pego trazendo os conceitos discutidos em sala de aula, baseado nos autores, logo me falam "olha como ela está depois que começou o mestrado", me sinto bem orgulhosa por isso.

Seguimos!


Referências

TAVARES, Romero et al. Aprendizagem significativa. Revista conceitos, v. 10, n. 55, p. 55-60, 2004.

NASCIMENTO, Nayara.  NOMADISMO DIGITAL E COMUNICAÇÃO NA WEB 2.0: Uma análise do blog Nômades Digitais. Trabalho de Conclusão de Curso. Rio Grande do Sul, 2015.

domingo, 26 de abril de 2026

Retornando as aulas!

       Bom, nesse intervalo de nossas aulas, tirei um tempo para reorganizar meus planejamentos acerca da leitura dos textos da disciplina e nas postagens do blog. Na vida adulta, tudo precisa ser mais organizado para que a gente não se perca durante o caminho e é isso que venho buscando fazer e felizmente, venho obtendo êxito durante o processo. Família, trabalho, estudo, vida social, amorosa e fitness é um desafio para conciliar tudo, por vezes faço alusão a um equilíbrio de vários pratinhos como um equilibrista, por vezes, alguns desses pratos caem, mas você pode pegá-los e colocá-los em equilíbrio novamente. Consegui avançar bastante em minha dissertação, tirei o tempo para realizar reuniões com minha orientadora e estamos progredindo muito, em breve, teremos submissão ao comitê de ética.

          No período, também pude realizar leituras que se assemelham com meu dia a dia em sala de aula, por exemplo, durante meus intervalos, estava lendo um livro de Mario Sérgio Cortella, chamado de "Educação, Escola e Docência: novos tempos, novas atitudes" e me atrevo a dizer que deveria ser uma leitura obrigatória para nós, professores, ele retrata a realidade do "chão da escola" e o que me despertou o maior interesse, foram os capítulos em que ele fala da tecnologia e neles, têm muito a ver com nossas aulas. Cortella (2014) afirma que "o professor não é o responsável exclusivo pela sua formação, que o poder público e privado precisam cuidar para que haja a consolidação de uma educação permanente para dar conta das novas gerações", e isso tem muito a ver com nossas discussões, acerca da importância do poder público para melhorias em nossa formação para a melhoria e implementação das novas tecnologias no ambiente escolar.

         Outra semelhança na leitura de Cortella (2014) com nossas aulas, é quando o autor diz que "tecnologia não é sinal de mentalidade moderna; o que moderniza é a atitude e a concepção pedagógica e social que se usa e, assim, uma mentalidade moderna lança mão da tecnologia por incorporar-se aos seus projetos, e não simplesmente por ser tecnologia" e lembro-me que esse é um assunto recorrente em nossas aulas. A tecnologia por si só, como artefato, não é capaz de provocar grandes mudanças no sistema educacional, a não ser que seja mediada e incorporada de forma inovadora em nossas aulas, é necessário que o professor tenha conhecimento do que está fazendo para promover uma educação transformadora e inovadora.

          Analisando o PBL 6, que foi o meu e de Ana Larissa, confesso que fiquei encantada com a produção dos vídeos que vi e sobre as diferentes analises. A partir dos vídeos e das leituras realizadas, cheguei a conclusão que os dispositivos móveis nos oferecem oportunidades e desafios na forma de ensinar e aprender e que se forem usados de maneira correta, eles conseguem aproximar os alunos da educação, através das informações que conseguimos acessar na utilização deles, acesso a vídeos, fóruns, podcasts, o uso de ferramentas interativas que ele proporciona como jogos e quiz, o que é bem presente durante a leitura dos capítulos do livro App-Education. Entretanto, se esse uso não for mediado pelo professor, esses dispositivos podem causar um distanciamento dos alunos a medida que eles tem acesso as redes sociais e aplicativos de mensagens, podem causar uma distração e afastar o aluno do ambiente escolar.

          Os dispositivos são aliados no processo se usados de maneira eficaz, muito me chamou atenção ao conversar com a Débora e ela me explicar como ela e o professor Fernando utilizam das tecnologias na disciplina de Tecnologias Digitais, que faz com que os alunos estejam sempre interagindo e se encantando pela aula, aposto que eles nunca irão esquecer. Incorporo as tecnologias nas aulas de inglês com meus pequenos e ao entrar na sala de aula, eles já correm e perguntam "teacher, games today?" percebo o encantamento e o brilho no olhar, por muitos deles já terem o acesso, fazer uma aula que eles podem aprender e também brincar utilizando a tecnologia, causa um engajamento real em minhas aulas!

             Por fim, uma postagem que me chamou atenção na leitura do blog dos colegas, foi uma que vi algumas semanas atrás, que fazia alusão a uma festa típica nordestina e a tecnologia, não foi uma simples postagem, e sim, um poema que juntava os dois elementos, que são tão queridos pelo escritor e eu consegui sentir a paixão através da leitura. Talvez por amar a época devido as comidas típicas que são de cor amarela (em sua maioria) e sabor delicioso, e por conseguir juntar com algo que tanto gosto, que é a tecnologia, e perceber que sim, faz sentido. Quem sabe nossa confraternização da turma poderia ser assistindo essa festa?

       Aguardo ansiosa para nosso retorno amanhã e que seja muito proveitoso!

                                                          Imagem criada pelo Gemini.


segunda-feira, 20 de abril de 2026

Passado x presente x futuro: o quanto a tecnologia vem modificando nossas vidas?

 No sábado, dia 18/03, tivemos em minha escola uma palestra com o professor Ailton Dias sobre tecnologia no passado, presente e futuro. Um dos pontos que mais me chamou atenção foi a semelhança entre o que foi abordado e aquilo que trabalhamos em sala de aula. Ainda assim, senti falta de um espaço mais participativo, pois gostaria de ter contribuído com reflexões que dialogam diretamente com o que estamos estudando.


A palestra começou com uma ideia bastante comum: a de que as crianças de hoje não são como as de antigamente. E, de fato, não são. Os estímulos que recebem são diferentes, o que impacta diretamente seu desenvolvimento. Por isso, torna-se cada vez mais necessário cuidar do aspecto cognitivo dessas crianças. Vivemos em uma geração marcada pela ansiedade e pelo imediatismo, características que, em grande parte, são consequência do contexto em que estão inseridas.


No entanto, esse cenário não se restringe apenas às crianças. Nós, adultos, também enfrentamos dificuldades semelhantes: manter a atenção em um vídeo mais longo, ouvir um áudio de alguns minutos ou até mesmo ler um livro extenso tem se tornado um desafio. Isso está diretamente relacionado aos formatos de conteúdo aos quais somos constantemente expostos: vídeos curtos, textos rápidos e informações fragmentadas. Esse padrão pode afetar nossa capacidade de concentração e reflexão, e é preciso cuidado para que não se perpetue, especialmente entre os mais jovens.

Por outro lado, é inegável que houve avanços significativos na forma como a informação é disseminada. No passado, meios como a televisão exerciam grande influência, muitas vezes sendo a única fonte de informação de uma família. Hoje, temos acesso a múltiplas fontes, o que nos dá a possibilidade de verificar, questionar e analisar aquilo que consumimos. Essa mudança amplia nosso papel de sujeitos críticos diante da informação.

Dessa forma, o avanço da tecnologia é inevitável e, em muitos aspectos, positivo. No entanto, ele precisa estar acompanhado de educação, senso crítico e acesso a informações confiáveis. Só assim será possível não apenas evitar a repetição de padrões do passado, mas também promover uma transformação real na forma como pensamos e atuamos no mundo.

 




 

Transformação em minhas aulas




  Ah, a tecnologia. Confesso que achava que sabia o que era, mas depois que entrei na disciplina, vi que eu só sabia sobre a ponta do iceberg e que na verdade ela é todo um universo. 

      Ela não somente vêm mudando minha dissertação, adicionando conceitos, adicionando novos saberes e ampliando meus horizontes e sim melhorando  - transformando - minhas aulas. 

       Meus alunos apesar de pequenos, já nasceram com acesso a celulares, tablets e outros dispositivos e com isso, confesso que é muito difícil prender a atenção deles durante 40 minutos utilizando somente de recursos não digitais, precisei ampliar, levando música, vídeos, mas ainda assim, pude ir mais além, levando jogos em plataformas que fui encontrando na leitura de teses e dissertações e confesso que consegui uma melhora significativa em minhas aulas. 

Crianças podem e sabem muito, há quem diga que não, mas conseguimos até mesmo construir jogos juntos, elas trazem o que elas sabem, trazem vivencias de casa e até de outros ambientes de estudo e me ensinam bastante todos os dias, lecionar me emociona e me motiva, não é para qualquer um, é preciso de fato gostar, ou até mesmo amar o que se faz para estar ali e confesso que sei que estou no lugar certo.


Amar é nosso verdadeiro destino. Nós não encontramos o significado da
vida sozinhos, por conta própria – nós o encontramos com outros. –
Thomas Merton


Estudo dirigido: Tecnologias, inteligência e educação


    A leitura dos textos me trouxe diversas inquietações e dúvidas, entretanto, também trouxe clareza com relação a alguns questionamentos. 


        Ao me aprofundar na leitura do capítulo XV, logo me chamou atenção que para Pinto (2005), as tecnologias estão inseridas no campo da historicidade, da ideologia e do trabalho humano, demonstrando seu caráter profundamente social e político. Na leitura do texto, percebe-se que para o autor, não existe neutralidade tecnológica, compreendida como uma síntese das relações sociais que a circundam, a tecnologia expressa e sintetiza as relações sociais que a produzem, não sendo ela neutra, ela reflete os interesses, disputas e até contextos históricos no meio em que está inserida.


      Com base nisso, percebemos que não basta a tecnologia ser somente inserida, pois ela sozinha não produz nenhum conhecimento, não produz sentido, ela precisa de intencionalidade, requer um estudo prévio por trás de quem irá utilizá-la para que de fato ela funcione efetivamente e é desse modo que o autor desconstrói a ideia de tecnologia como algo puramente neutro.


     Para entender ainda mais esse conceito e afastar a tecnologia como algo neutro, Pinto (2005) discorre sobre o trabalho como um ponto principal para entendermos mais o conceito “tecnologia”, para ele, o trabalho produz uma transformação na natureza e produz conhecimentos e instrumentos que são fontes históricas, percebe-se que para o autor e em como discussões já realizadas em sala de aula, a tecnologia não é puramente um conjunto de ferramentas e sim a materialização do trabalho produzido pelos seres humanos ao longo do tempo. Para Pinto, a tecnologia, não tem o poder de libertar, nem oprimir, é sempre mediada e fundamentada pela ação humana.

 

Não é somente Vieira que possui a ideia de tecnologia como algo distante de algo neutro, Levý também possui a mesma linha de pensamento.


     Em diálogo com os textos de Levý (1993) que sugere que as tecnologias, uma vez produzidas, passam a reconfigurar o próprio trabalho cognitivo humano, ou seja, elas produzem um movimento de feedback sobre o pensamento humano, reorganizando as práticas de trabalho e também os próprios modos de pensar, perceber e produzir conhecimento, ou seja, ambos os autores entendem as tecnologias para além do modelo instrumental, e sim o seu poder de dar sentido e produzir conhecimento através da interação e mediação com os seres humanos.


     De acordo com os autores, analisamos que as fontes tecnológicas têm revelado modos de produzir e disseminar novos conhecimentos e dessa maneira, vem provocando uma mistura de culturas que se integram e se moldam a partir da incorporação das diversas formas de apropriação de informações, Lemos (2008) apud Souza, Tamanini e Santos, (2024) afirmam que “a cibercultura é a expressão cultural do encontro entre a sociedade pós-moderna e as tecnologias, em que homem e máquina imbricam-se, definindo-a como “o conjunto de atitudes (apropriação, subterfúgio, ativismo) originadas a partir da união entre as tecnologias informáticas e as mídias de comunicação”.

 

  Com relação a concepção de aprendizagem, Pinto (2005) define que aprender é muito mais que apenas acumular informações e sim realizar uma transformação de forma qualitativa entre o aprendiz e o mundo, uma relação de interação e mediação entre o trabalho e a técnica, já Levý (1993) diz que a tecnologia aumenta as formas de aprendizagem, contudo, não assegura uma aprendizagem crítica para aqueles que a utilizam, precisando ir além.

 

Para ambos os autores, aprender não é somente interagir com os artefatos tecnológicos e sim, compreender os processos de forma crítica e entender os efeitos que elas produzem, entender o poder transformador da aprendizagem em nossa mente e o quanto ela pode modificar nossa realidade.



SOUZA, Maria do Socorro; TAMANINI, Paulo Augusto; SANTOS, Jean Mac Cole Tavares. Cultura digital: tecnologias, escola e novas práticas educativas. Revista Pedagógica, Chapecó, v. 22, p. 1-19, 2020. Disponível em: http://dx.doi.org/10.22196/rp.v22i0.4771. Acesso em 13 abr. 2026


LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Tradução de Carlos Irineu da Costa. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora 34, 2010.


PINTO, Álvaro Vieira. O conceito de tecnologia. Volume II. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005.



sábado, 11 de abril de 2026

Vídeo - Dispositivos móveis no ensino-aprendizagem


 Segue o link do vídeo:

https://youtu.be/eNUBXxYbl8o?si=_siV-WbHZ0aT3zdw


O processo de criação do vídeo foi bastante tranquilo para mim, tenho um local adequado para criação de conteúdo e durante a semana me aprofundei nas leituras para a produção do texto base. Diferente do podcast, não precisei gravar várias vezes.

Fiz a edição através do INSHOT e a plataforma para colocar o vídeo foi o Youtube. 

Referências:


SANTOS, E.; PORTO, C. App-Education: fundamentos, contextos e práticas educativas luso-brasileiras na cibercultura. EDUFBA, Salvador, 2019.

BERNARDO, J. C. O; KARWOSKI, A. M. A leitura em dispositivos digitais móveis. ETD, Campinas, v. 19, n. 4, p. 795-807, dez. 2017 . Disponível em  <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676- 25922017000500795&lng=pt&nrm=iso>.  acesso  em    09  abr.   2026.

SANTOS, S. L.; STAHL, N. S. P; DA SILVA, M. A. G. T.; SARDINHA, L. C. Dispositivos móveis: um facilitador no processo ensino-aprendizagem. Revista Vértices, [S. l.], v. 18, n. 2, p. 121–139, 2016. Disponível                                 em: https://editoraessentia.iff.edu.br/index.php/vertices/article/view/1809-2667.v18n216- 09.. Acesso em:  08 abr. 2026.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Aula do dia 06/04 - Uma aula doce como a páscoa



            A cada aula que passa venho me encantando mais pela disciplina e ficando com um "gosto de quero mais" para a próxima aula, na verdade, gosto tanto que me despertou para outras disciplinas que possuem aulas meramente expositivas, me faz refletir, por que esse professor não consegue fazer uma aula mais inovadora como a do professor Fernando? Enfim, faz parte do processo, acredito que esteja acontecendo com outros colegas também. 

            A aula de ontem começou com uma reflexão sobre a páscoa e com um mimo de um chocolate BIS do professor. Foi solicitado que fizéssemos uma reflexão, o que é a páscoa para nós? E para falar um pouco sobre nossa semana, mas somente três colegas falaram, como estamos numa sala cheia de professores, sabemos que nós possuímos tendência a falar muito, temos poucas horas de aula para muito a se dizer. Apesar de não ter tido tempo para falar ontem, consigo expressar em meu blog, a páscoa para mim, como católica e cristã, representa o amor de Cristo por nós, mas pensando por outro lado, representa um período de passagem, renovação e superação, sinto que me supero e aprendo mais a cada aula, para mim é uma vitória, uma alegria e felicidade. 


          A semana foi produtiva e proveitosa, pois pude dedicar meu tempo a leitura dos textos para discussão com os colegas, o texto que mais gostei foi o de Coll, Mauri e Onrubia, assemelhava-se com o que escrevi em minha linha do tempo acerca do potencial das tecnologias, que não se trata somente das ferramentas disponibilizadas e sim da incorporação delas durante a prática pedagógica e o uso de forma inovadora. Após o momento de confraternização de páscoa, tivemos o momento de discussão do PBL da semana anterior, no qual cada um fez a leitura do seu veredito da linha do tempo e falamos sobre as convergencias e divergencias, o que nos chamou atenção foi que todas os vereditos tinham semelhanças e pouca ou nenhuma diferença, percebemos também que as discussões parecem estar no mesmo lugar, mas refletimos que não, estamos no mesmo assunto, mas sempre acrescentando novos assuntos, como o do PBL 3 que foi sobre as políticas públicas e seus alinhamentos com a realidade do lugar que está inserida. 


            Mais adiante, chegou a vez do meu tão aguardado PBL sobre dispositivos digitais no ensino-aprendizagem, o qual com Ana Larissa, realizamos momentos de troca e discussão sobre o tema, levamos para o professor, que nos devolveu, e assim chegamos na versão final. Fizemos a leitura de nosso PBL e a turma começou a discussão sobre o tema, acompanhamos e com as perguntas realizadas pela turma, percebi que teremos uma discussão bem bacana sobre a temática na próxima aula, que será somente no dia 27. 


            Sinto que estou ansiosa e empolgada pela discussão e mais ainda para ver os vídeos que serão produzidos pela turma. Sentirei falta das aulas nas duas próximas semanas e fico curiosa pelo que estar por vir. Quero trazer alguns posts sobre minhas aulas que estou fazendo com que sejam mais inovadoras para meus pequenos estudantes, acho que será legal a partilha. Seguimos mergulhando cada vez mais profundo!

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Autoavaliação - quem sou eu até agora?

Essa disciplina despertou-me para muitas coisas que eu achava que sabia. Inclusive, até o "eu acho".. Na verdade, tenho que ter certeza das minhas falas.. Eu acredito, eu defendo, eu afirmo. Eu não ACHO nada. Confesso que tive medo, de tanto ouvir falar nos "corredores" sobre o professor Fernando Pimentel, mas ao cursar a disciplina, me deparei com algo diferente. Percebi que na verdade, o professor Fernando, não é um simples professor, ou dá uma simples aula, ele de fato, nos faz sair de nossa zona de conforto, sair da caixinha, think out of the box. Em conversas com meu esposo sempre falo, que essa disciplina nos faz crescer e perceber o quanto achávamos que sabíamos, mas na verdade, temos muito o que aprender. Temos que esvaziar nosso copo e enche-los novamente, com novos conhecimentos e percepções. O que mudei em minha forma de pensar foram conceitos como tecnologia, inovação, tecnologia digital, será que de fato minhas aulas eram inovadoras? Ou meramente reprodutoras? O aprender desses conceitos me inquietaram e me fizeram despertar o quanto preciso melhorar, e venho melhorando a cada dia mais. Levar conteúdo não pode ser meramente expositivo, ou até levar um jogo não é inovação, mas sim quando fazemos aquele aluno criticar, refletir, entender o que está acontecendo, levar novas tecnologias como um mapa conceitual, uma linha do tempo, fazer aquele aluno realizar um podcast, enfim, todas essas formas vem modificando e melhorando minhas aulas. O PBL já estava em minha vida no inglês, mas agora surgiu de uma forma diferente. Me fez perceber que não é simplesmente ler o texto, e sim, refletir sobre eles, conversar com os colegas, ter novas percepções, discutir, compreender o conceito e perceber que as vezes, você ainda não compreendeu tudo, enfim. Procuro ler, fazer fichamentos para poder discutir sobre as perguntas com base nos autores lidos e em argumentos concretos. Consigo problematizar durante as aulas, principalmente na discussão com os colegas, por vezes discordamos, mas buscamos um conceito em comum para chegar nas respostas. No início, eu entendia o portfólio apenas como burocrático, agora vejo que não, consigo levar meus conhecimentos e minhas percepções para os registros deixados nele. Como nunca estamos completos, sinto que ainda me falta mais leitura além do que é proposto, sei que com a correria do dia a dia, acabamos deixando um pouco para trás, mas ainda há tempo e irei correr atrás disso para melhorar ainda mais minha formação como mestre.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Linha do tempo Argumentativa - Tecnologias Digitais na Educação

Com base nas leituras para a realização da linha do tempo, pode-se analisar que os artefatos digitais nunca foram um problema para nós, e sim, a solução, a problemática está na falta de conhecimento para a utilização de forma adequada na questão educacional, saber utilizar os artefatos de forma educativa e inovadora ainda é um desafio, e ainda com todo aceleramento tecnológico do passar dos anos, foi-se ficando cada vez mais difícil para acompanhar, o que causa por certas vezes um receio ou distanciamento por parte dos professores para a utilização. A tecnologia tem o intuito de promover mudanças no sistema educacional com novos recursos que vem sendo criados ao longo do tempo, mas nada adianta se o professor continua a utilizar para permanecer na passividade, na transmissão de conteúdos e o aluno como um mero ouvinte. Com as ferramentas que vem surgindo, cabe ao professor uma capacitação efetiva para que ele aprenda a mediar os conteúdos com a utilização das ferramentas digitais, promovendo um ambiente educacional acolhedor, interativo e produtivo para o estudante. Referências: VALENTE, J. A.; ALMEIDA, F. J. Visão Analítica da Informática na Educação no Brasil: A Questão da Formação do Professor. Revista Brasileira de Informática na Educação, UFSC, Florianópolis, n. 01, p. 45-60, 1997. VICARI, Rosa Maria. Inteligência Artificial aplicada à Educação. In: PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, Fábio F.; SANTOS, Edméa O. (Org.). Informática na Educação: games, inteligência artificial, realidade virtual/aumentada e computação ubíqua. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2021. (Série Informática na Educação CEIE-SBC, v.7) Disponível em: Acesso em 03 abr. 2026 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Programa Nacional de Informática Educativa. Brasília: PRONINFE. 1994. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me002415.pdf. Acesso em 03 abr. 2026

(Quase) Finalização da disciplina e um gostinho de saudades

 Primeiramente, antes de falar sobre mim, gostaria de dizer que essa disciplina foi muito diferente do que eu pensei, mas diferente para um ...