Bom, nesse intervalo de nossas aulas, tirei um tempo para reorganizar meus planejamentos acerca da leitura dos textos da disciplina e nas postagens do blog. Na vida adulta, tudo precisa ser mais organizado para que a gente não se perca durante o caminho e é isso que venho buscando fazer e felizmente, venho obtendo êxito durante o processo. Família, trabalho, estudo, vida social, amorosa e fitness é um desafio para conciliar tudo, por vezes faço alusão a um equilíbrio de vários pratinhos como um equilibrista, por vezes, alguns desses pratos caem, mas você pode pegá-los e colocá-los em equilíbrio novamente. Consegui avançar bastante em minha dissertação, tirei o tempo para realizar reuniões com minha orientadora e estamos progredindo muito, em breve, teremos submissão ao comitê de ética.
No período, também pude realizar leituras que se assemelham com meu dia a dia em sala de aula, por exemplo, durante meus intervalos, estava lendo um livro de Mario Sérgio Cortella, chamado de "Educação, Escola e Docência: novos tempos, novas atitudes" e me atrevo a dizer que deveria ser uma leitura obrigatória para nós, professores, ele retrata a realidade do "chão da escola" e o que me despertou o maior interesse, foram os capítulos em que ele fala da tecnologia e neles, têm muito a ver com nossas aulas. Cortella (2014) afirma que "o professor não é o responsável exclusivo pela sua formação, que o poder público e privado precisam cuidar para que haja a consolidação de uma educação permanente para dar conta das novas gerações", e isso tem muito a ver com nossas discussões, acerca da importância do poder público para melhorias em nossa formação para a melhoria e implementação das novas tecnologias no ambiente escolar.
Outra semelhança na leitura de Cortella (2014) com nossas aulas, é quando o autor diz que "tecnologia não é sinal de mentalidade moderna; o que moderniza é a atitude e a concepção pedagógica e social que se usa e, assim, uma mentalidade moderna lança mão da tecnologia por incorporar-se aos seus projetos, e não simplesmente por ser tecnologia" e lembro-me que esse é um assunto recorrente em nossas aulas. A tecnologia por si só, como artefato, não é capaz de provocar grandes mudanças no sistema educacional, a não ser que seja mediada e incorporada de forma inovadora em nossas aulas, é necessário que o professor tenha conhecimento do que está fazendo para promover uma educação transformadora e inovadora.
Analisando o PBL 6, que foi o meu e de Ana Larissa, confesso que fiquei encantada com a produção dos vídeos que vi e sobre as diferentes analises. A partir dos vídeos e das leituras realizadas, cheguei a conclusão que os dispositivos móveis nos oferecem oportunidades e desafios na forma de ensinar e aprender e que se forem usados de maneira correta, eles conseguem aproximar os alunos da educação, através das informações que conseguimos acessar na utilização deles, acesso a vídeos, fóruns, podcasts, o uso de ferramentas interativas que ele proporciona como jogos e quiz, o que é bem presente durante a leitura dos capítulos do livro App-Education. Entretanto, se esse uso não for mediado pelo professor, esses dispositivos podem causar um distanciamento dos alunos a medida que eles tem acesso as redes sociais e aplicativos de mensagens, podem causar uma distração e afastar o aluno do ambiente escolar.
Os dispositivos são aliados no processo se usados de maneira eficaz, muito me chamou atenção ao conversar com a Débora e ela me explicar como ela e o professor Fernando utilizam das tecnologias na disciplina de Tecnologias Digitais, que faz com que os alunos estejam sempre interagindo e se encantando pela aula, aposto que eles nunca irão esquecer. Incorporo as tecnologias nas aulas de inglês com meus pequenos e ao entrar na sala de aula, eles já correm e perguntam "teacher, games today?" percebo o encantamento e o brilho no olhar, por muitos deles já terem o acesso, fazer uma aula que eles podem aprender e também brincar utilizando a tecnologia, causa um engajamento real em minhas aulas!
Por fim, uma postagem que me chamou atenção na leitura do blog dos colegas, foi uma que vi algumas semanas atrás, que fazia alusão a uma festa típica nordestina e a tecnologia, não foi uma simples postagem, e sim, um poema que juntava os dois elementos, que são tão queridos pelo escritor e eu consegui sentir a paixão através da leitura. Talvez por amar a época devido as comidas típicas que são de cor amarela (em sua maioria) e sabor delicioso, e por conseguir juntar com algo que tanto gosto, que é a tecnologia, e perceber que sim, faz sentido. Quem sabe nossa confraternização da turma poderia ser assistindo essa festa?
Aguardo ansiosa para nosso retorno amanhã e que seja muito proveitoso!

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