domingo, 14 de junho de 2026

(Quase) Finalização da disciplina e um gostinho de saudades

 Primeiramente, antes de falar sobre mim, gostaria de dizer que essa disciplina foi muito diferente do que eu pensei, mas diferente para um lado bom. Essa metodologia do PBL, já era conhecida por mim em minhas aulas na Wizard, mas nunca foi feita de forma tão dinâmica e inquietante assim, para nos tirar da casinha todas as segundas-feiras.

Sobre a estrutura da disciplina, gostei muito, achei que foi lúdica, desafiadora - por vezes cansativa - mas não devido a disciplina e sim devido a todas outras demandas de uma vida adulta. Em uma certa postagem em meu blog, atribuí as demandas da minha vida como um equilíbrio de pratos e confesso que ainda me vejo nela, com tantos pratos para equilibrar e por vezes alguns caem. Mas meus pratos são de melamina (não quebram com facilidade), consigo pegá-los para equilibrá-los novamente. Quais seriam meus pratos? Aulas do mestrado com disciplinas de doutorado, meu trabalho na escola, minhas demandas em casa, minha família, um conserto do carro inesperado, uma virose que surgiu no meio do caminho ou a academia que tive que abandonar no meio do caminho também para dar conta de tudo. Confesso que venho me saindo muito melhor do que pensei, venho dando conta e conseguindo equilibrar meus pratos (menos o da academia)

Os conteúdos propostos não irão sair da minha cabeça, nossos autores como Vieira Pinto, Lévy, Pimentel, Koehler e Mishra, entre outros, irão sempre rondar minha vida, tanto em minhas aulas, quanto na escrita da minha dissertação, todos vem me ajudando muito, assim como auxiliaram na escrita do meu artigo e inclusive, a partir dele, já surgiu outro artigo, então só posso ressaltar o quanto vêm agregando positivamente para mim.

Sobre as possibilidades, são muitas, as mudanças em minhas aulas para meus pequenos são nítidas e venho buscando melhorar cada vez mais, o complemento também veio para outras disciplinas, quando na do professor Luís Paulo, pude levar conhecimentos da nossa aula para contribuir em meu seminário, ou quando na disciplina da professora Cláudia Lozada, também pude retomar um texto que foi discutido em nossa disciplina.

Sobre mim, acredito que cresci bastante desde que entrei, apesar de tímida, sou muito observadora e atenta, então as discussões vem contribuindo bastante em meu aprendizado, não estou mais no raso de nosso rio, já consegui nadar nele algumas vezes e agora sigo caminhando em busca das profundezas do aprendizado.

Por fim, uma avaliação do professor, acredito que foi uma atuação que nos ajudou a nortear e mediar nosso conhecimento com base nos artefatos e nas tecnologias que nos foram ensinadas, nos trouxe frases impactantes que possivelmente iremos levá-las para a vida. Nos fez sair da caixinha muitas vezes, buscar mais e conseguiu também nos tornar professores melhores, tenho certeza.

Me sinto feliz, realizada e com um gostinho de saudades.

Obrigada!



sábado, 13 de junho de 2026

Mostra games - EDUTIC

Na segunda-feira (08/06), vivenciei um momento extremamente significativo: a mostra de jogos elaborados pelos estudantes do curso de Pedagogia, do Centro de Educação (CEDU/UFAL). A atividade representou muito mais do que uma simples exposição de produções acadêmicas; tratou-se de uma experiência formativa potente, que articulou teoria e prática de maneira criativa, crítica e intencional.

Os jogos apresentados foram construídos a partir dos conteúdos trabalhados ao longo do semestre, sob a orientação do professor Fernando Pimentel e da professora Débora Letícia, no contexto do estágio docente. A proposta esteve ancorada na compreensão de que a formação de professores precisa romper com modelos tradicionais, centrados na transmissão de conteúdos, e avançar em direção a práticas pedagógicas mais dinâmicas, participativas e inovadoras. Nesse sentido, o uso do lúdico e da gamificação mostrou-se como uma estratégia potente para ressignificar o processo de ensino e aprendizagem, ao mesmo tempo em que convida os futuros docentes a refletirem sobre suas próprias práticas.

A mostra configurou-se como um momento de culminância de uma trilha formativa construída ao longo do semestre, organizada em uma perspectiva gamificada, inspirada na narrativa da saga Harry Potter. Essa escolha não apenas engajou os estudantes, mas também evidenciou o potencial das narrativas como elemento estruturante de experiências educativas mais imersivas e significativas.

Um aspecto que me chamou especialmente a atenção foi o nível de alinhamento entre as produções dos estudantes e as discussões que temos desenvolvido nas aulas de Tecnologias Digitais na Educação (TDE) no doutorado. Ainda que em um nível introdutório, os estudantes já demonstravam apropriação de referenciais teóricos importantes, mobilizando autores e conceitos relacionados às políticas públicas educacionais, ao uso pedagógico das tecnologias digitais e à necessidade de superação de um uso meramente instrumental dessas ferramentas. Foi possível perceber, nas falas e nos jogos apresentados, indícios de uma compreensão crítica sobre o papel das tecnologias na educação, bem como sobre os desafios estruturais, formativos e pedagógicos que atravessam esse campo.

Além disso, destacou-se a capacidade dos estudantes de traduzirem conceitos teóricos em propostas concretas, evidenciando uma formação que começa a articular intencionalidade pedagógica, criatividade e reflexão crítica. Esse movimento é fundamental para a construção de práticas docentes mais conscientes, capazes de dialogar com as demandas contemporâneas da educação.

Por fim, fica o reconhecimento e a valorização de todos e todas que fizeram parte dessa trajetória ao longo do semestre. A mostra não foi apenas um ponto de chegada, mas também um indicativo de caminhos possíveis para uma formação docente mais engajada, inovadora e comprometida com a transformação das práticas educativas. 








sábado, 6 de junho de 2026

Desafio 11 - Mapa Cartográfico

 

Fonte: a autora - criada no quadro branco (excalidraw)


Respondendo aos questionamentos propostos pelos colegas Marcos e Felipe, durante as leituras prévias dos textos, é perceptível que as diretrizes curriculares nacionais - DNC para a formação inicial e as competências integradas a BNC-Formação estão alinhadas a BNCC, na competência geral 5, temos formações continuadas no colégio que trabalho e sempre estamos reforçando acerca das tecnologias na educação nelas. As diretrizes propõem que o professor seja capaz de compreender, utilizar e criar as tecnologias digitais de forma não instrumental e sim de forma crítica, siginificativa, reflexiva e ética.

Os autores fundamentam essas formas em três pilares, sendo eles: 

O uso crítico: sabemos que a tecnologia não é neutra, não é uma folha em branco. Fazer o uso de forma crítica significa fazer o estudante entender como funciona o algoritmo, o uso de dados e também as ferramentas, quanto ao pilar ético, acontece o debate acerca do plágio, IA com responsabilidade, privacidade dos dados, combate a desinformação. Temos também o uso inovador que foge da instrumentalização, não somente trocar o quadro branco por projetor e sim inovar utilizando a tecnologia como mediação pedagógica, criar novas formas de aprendizagem (produção autoral de jogos, textos, imagens, mapas, metodologias ativas, projetos).

Em relação as contradições do que as políticas propõem e o que é colocado para o professor, temos as abordagens instrumentais e abordagens de fato incorporadas, muitas diretrizes das universidades tratam as tecnologias como uma disciplina isolada, o estudante aprende com relação aos artefatos, mas não vivencia a tecnologia em outras disciplinas, assim como foi o problema vivenciado pela professora Maria Betania. Ele só utiliza a tecnologia na disciplina de "Tecnologia na Educação" mas numa disciplina de estágio em Saberes de Ciências ou de Língua Portuguesa, a tecnologia é totalmente ignorada. Os

Os professores em processo de formação não são, na maioria das vezes, preparados para a incorporação pedagógica das tecnologias. Muito se ouve falar sobre, mas as aulas ocorrem de maneira expositiva e tradicional.

Por fim, as políticas exigem que o professor saiba aplicar metodologias complexas, mas quando ele vai a campo num programa da faculdade como Residência Pedagógica ou PIBID, depara-se com laboratórios sucateados, sem internet ou com internet de má conexão e a proibição do uso de celular em sala.

Para que ocorra uma mudança de fato na formação dos atuais professores, precisamos de três elementos para iniciar esse processo de transformação e inovação:

As tecnologias nas universidades não devem estar somente na disciplina de Tecnologia na Educação, devem estar presentes em todas as disciplinas, obrigatoriamente, de forma inovadora, além disso, o incentivo a pesquisa e a criação de recursos educacionais tecnologicos pelos discentes também deve ser solicitada pelos professores.

Os alunos devem deixar de ser somente estudantes passivos e sim, autores. As práticas pedagógicas devem utilizar a tecnologia para os estudantes criarem podcasts, vídeos, mapas cartográficos, infográficos, a resolução de problemas reais, não somente ouvirem o professor durante todo um período e irem embora.

As políticas educacionais também possuem um papel fundamental, melhorando a infraestrutura das universidades, garantindo internet de alta velocidade, equipamentos adequados e suporte para os professores e alunos, além da promoção de capacitação para que os professores possam mediar o uso tecnologico de seus alunos.

(Quase) Finalização da disciplina e um gostinho de saudades

 Primeiramente, antes de falar sobre mim, gostaria de dizer que essa disciplina foi muito diferente do que eu pensei, mas diferente para um ...