A aula do dia 16 de março foi bastante proveitosa e me trouxe algumas reflexões e inquietações importantes para o desenvolvimento da minha pesquisa.
No início da aula, discutimos a importância das pesquisas de dissertação e tese a partir da temática da inovação. Os próprios alunos organizaram uma classificação das pesquisas apresentadas, da mais importante até a menos importante, considerando os critérios discutidos coletivamente. Nesse momento, minha pesquisa ficou em 4º lugar, o qual discordo, competências digitais de professores é um tema urgente a ser discutido e está atrelado a inovação no que tange aos docentes.
Um ponto importante discutido foi a necessidade de manter uma coerência conceitual na dissertação. O professor destacou que é importante utilizar apenas uma nomenclatura ao longo do trabalho e justificar essa escolha a partir de autores que defendem essa perspectiva. No meu caso, ficou claro que devo utilizar o termo TD (Tecnologias Digitais) e fundamentar essa escolha teoricamente.
Também assistimos a um vídeo que provocou uma reflexão sobre tecnologia e metodologia. A partir da discussão, percebi que a tecnologia, sozinha, não é capaz de promover inovação. Para que haja transformação no processo educativo, é necessário que a metodologia também seja modificada, a partir das leituras e discussões da disciplina, entendi que ela pode apenas reproduzir práticas tradicionais, se não estiver associada a mudanças pedagógicas.
A aula também marcou o início do PBL pelos estudantes, sobre a informatização da sociedade e os novos paradigmas sociais na educação. O grupo elaborou algumas perguntas para orientar os estudos, relacionadas às transformações sociais causadas pelas tecnologias digitais, aos impactos da inteligência artificial e do uso de dados na educação, e às questões éticas envolvidas nesses processos.
Gostei bastante do formato do PBL, pois ele estimula a reflexão e o aprofundamento teórico. Percebi também que preciso aprofundar melhor alguns conceitos que achava que já dominava, especialmente na minha dissertação. Isso me fez perceber a importância de fortalecer as definições teóricas presentes no trabalho, algo que pretendo aprimorar ao longo do desenvolvimento da pesquisa.
Para finalizar, dentre as leituras que fiz, essa foi a que mais me chamou atenção, para Campos e Blisktein (2019), inovação educativa é “a ação transformadora que aponta para a modificação das teorias em práticas pedagógicas, que gera um foco de agitação intelectual constante e que facilita a construção de conhecimento, mas também a compreensão do que dá sentido ao conhecimento”, inquietou-me no sentido das minhas aulas, provocar agitação intelectual é necessária nos estudantes, para sair do tradicionalismo, fazer com que as aulas sejam inovadoras e despertem o interesse do discente.

Olá, Maria Luísa. Para pensar um pouco mais, e talvez escrever sobre isso: como você pode alinhar, de forma coerente e fundamentada teoricamente, o desenvolvimento das competências digitais docentes com práticas metodológicas realmente inovadoras, garantindo que o uso das tecnologias digitais vá além da simples reprodução de métodos tradicionais e, de fato, promova “agitação intelectual” e construção significativa do conhecimento nos estudantes?
ResponderExcluirQue reflexão excelente! Concordo plenamente com você sobre a urgência do seu tema. Discutir as competências digitais dos docentes é a base estrutural para qualquer inovação educacional hoje. Como você bem pontuou após a discussão do vídeo, a tecnologia por si só não transforma nada sem uma mudança metodológica real.
ResponderExcluirComo uma leve sugestão para o aprofundamento da sua pesquisa: já que o formato PBL levantou questões tão ricas sobre IA, uso de dados e ética, talvez seja interessante trazer para a sua dissertação algumas narrativas ou recortes de casos práticos. Mostrar como essas competências digitais (ou a falta delas) impactam o dia a dia e as metodologias dos professores pode ajudar a materializar a sua teoria e fortalecer ainda mais a importância do seu trabalho. Parabéns pela pesquisa e pela escrita!
Um que chama atenção é o seu movimento de revisão conceitual. Quando você diz que percebeu a necessidade de aprofundar conceitos que achava já dominar, isso mostra um avanço importante no processo de pesquisa, esse deslocamento é parte fundamental da construção acadêmica. A ideia de “agitação intelectual”, que você traz ao final, fecha bem o texto porque conecta teoria e prática. Ela não fica só no plano conceitual, mas toca diretamente na sala de aula e no papel do professor em provocar o estudante.
ResponderExcluirFico pensando a partir do que você trouxe: como você imagina desenvolver, na prática, essa agitação intelectual nas suas aulas sem que ela se perca ou se torne apenas uma atividade pontual?