Os autores fundamentam essas formas em três pilares, sendo eles:
O uso crítico: sabemos que a tecnologia não é neutra, não é uma folha em branco. Fazer o uso de forma crítica significa fazer o estudante entender como funciona o algoritmo, o uso de dados e também as ferramentas, quanto ao pilar ético, acontece o debate acerca do plágio, IA com responsabilidade, privacidade dos dados, combate a desinformação. Temos também o uso inovador que foge da instrumentalização, não somente trocar o quadro branco por projetor e sim inovar utilizando a tecnologia como mediação pedagógica, criar novas formas de aprendizagem (produção autoral de jogos, textos, imagens, mapas, metodologias ativas, projetos).
Em relação as contradições do que as políticas propõem e o que é colocado para o professor, temos as abordagens instrumentais e abordagens de fato incorporadas, muitas diretrizes das universidades tratam as tecnologias como uma disciplina isolada, o estudante aprende com relação aos artefatos, mas não vivencia a tecnologia em outras disciplinas, assim como foi o problema vivenciado pela professora Maria Betania. Ele só utiliza a tecnologia na disciplina de "Tecnologia na Educação" mas numa disciplina de estágio em Saberes de Ciências ou de Língua Portuguesa, a tecnologia é totalmente ignorada. Os
Os professores em processo de formação não são, na maioria das vezes, preparados para a incorporação pedagógica das tecnologias. Muito se ouve falar sobre, mas as aulas ocorrem de maneira expositiva e tradicional.
Por fim, as políticas exigem que o professor saiba aplicar metodologias complexas, mas quando ele vai a campo num programa da faculdade como Residência Pedagógica ou PIBID, depara-se com laboratórios sucateados, sem internet ou com internet de má conexão e a proibição do uso de celular em sala.
Para que ocorra uma mudança de fato na formação dos atuais professores, precisamos de três elementos para iniciar esse processo de transformação e inovação:
As tecnologias nas universidades não devem estar somente na disciplina de Tecnologia na Educação, devem estar presentes em todas as disciplinas, obrigatoriamente, de forma inovadora, além disso, o incentivo a pesquisa e a criação de recursos educacionais tecnologicos pelos discentes também deve ser solicitada pelos professores.
Os alunos devem deixar de ser somente estudantes passivos e sim, autores. As práticas pedagógicas devem utilizar a tecnologia para os estudantes criarem podcasts, vídeos, mapas cartográficos, infográficos, a resolução de problemas reais, não somente ouvirem o professor durante todo um período e irem embora.
As políticas educacionais também possuem um papel fundamental, melhorando a infraestrutura das universidades, garantindo internet de alta velocidade, equipamentos adequados e suporte para os professores e alunos, além da promoção de capacitação para que os professores possam mediar o uso tecnologico de seus alunos.

Olá, Malu!
ResponderExcluirDe que maneira a construção do mapa cartográfico contribuiu para sua formação como professora?