Nesta semana, o nosso grupo, composto por mim, Maria Luísa, Mayara Rios, Adriana Albuquerque, Amanda Marques, Rute e Larissa. Tínhamos que resolver o problema da professora Helena, uma docente recém-integrada a um programa de formação, que precisava reformular uma disciplina presencial incorporando tecnologias digitais ao planejamento das aulas e compreender como elaborar uma atividade didática mediada por tecnologias de forma coerente, intencional, acessível e centrada na aprendizagem dos estudantes.
A leitura dos textos foi fundamental para evitar uma compreensão superficial da tecnologia, como se a simples inserção de recursos digitais fosse suficiente para tornar uma aula inovadora. E. C. S. Hayashi e M. C. C. Baranauskas (2013) afirmam a importância de considerar os aspectos afetivos no design de tecnologias educacionais. A afetabilidade amplia o olhar sobre o uso das tecnologias, mostrando que elas não são neutras, mas influenciam emoções, relações e experiências. Por isso, não basta implementar a tecnologia, mas elas devem fazer sentido para quem as utiliza. Os autores afirmaram que o uso das tecnologias deve partir de decisões pedagógicas. Ou seja, antes de selecionar qualquer ferramenta, o professor precisa ter clareza sobre o que deseja ensinar, quem são seus estudantes, quais interações pretende promover, como irá acompanhar a aprendizagem e quais limites devem ser considerados.
A primeira questão do PBL nos levou a refletir justamente sobre esse aspecto: como os referenciais estudados descrevem o papel do professor no processo de design didático e de que forma essa compreensão orienta escolhas intencionais na incorporação de tecnologias digitais? A partir das leituras, especialmente do modelo TPACK, compreendemos que o professor assume o papel de designer da aprendizagem, articulando conhecimentos pedagógicos, de conteúdo e tecnológicos. Nesse sentido, a tecnologia não constitui o ponto de partida, mas uma escolha que precisa estar alinhada aos objetivos da atividade, ao perfil dos estudantes e à proposta metodológica.
Com base nessas reflexões, iniciamos a estruturação do nosso framework. A primeira fase foi dedicada à definição dos objetivos de aprendizagem, considerando o que os estudantes precisam aprender, desenvolver ou demonstrar ao final da atividade. A segunda fase contemplou o perfil e o contexto dos estudantes, reconhecendo a importância de considerar seus repertórios, acessos, possíveis dificuldades e condições reais de participação. Na terceira fase, escolhemos a tecnologia com intencionalidade pedagógica.
Organizamos as fases em uma sequência que contempla objetivos, estudantes, tecnologia, organização da atividade, avaliação e feedback, acessibilidade, engajamento, carga cognitiva, limitações, riscos e alternativas. M. J. Koehler, P. Mishra e W. Cain (2013) apresentam o modelo TPACK, e evidencia que o professor precisa articular diferentes tipos de conhecimento: o conteúdo, a pedagogia e a tecnologia, demonstrando que as tecnologias devem ser indissociáveis da prática docente.
O framework para ser acessível e utilizável por todos aqueles que conseguem ler, precisa contemplar aspectos como a realidade dos alunos, os objetivos baseados na realidade da turma e da metodologia proposta, as tecnologias precisam estar alinhadas com a realidade da escola e os artefatos disponibilizados.
O Framework desenvolvido pode ser acessado pelo link: https://tpackframework.netlify.app/




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