quinta-feira, 28 de maio de 2026

25/05 - Carne e unha, alma gêmea..

                 A aula de segunda-feira foi, para mim, extremamente significativa, sobretudo por abordar um tema que me encanta: os jogos no contexto educacional. A proposta da aula favoreceu momentos distintos de reflexão, articulação teórica e troca de experiências, o que contribuiu para uma compreensão mais aprofundada sobre o potencial pedagógico do lúdico, esse assunto, futuramente, com certeza gostaria de me aprofundar mais para a realização de pesquisas voltadas para isso.

                No primeiro momento, ocorreu a exposição dos jogos elaborados pelos grupos. Entre as apresentações, um dos jogos que mais me chamou atenção foi o desenvolvido por Débora e Mariana. Mariana trouxe a dinâmica de “verdade ou desafio”, o que me remeteu à discussão proposta por Pimentel (2021), ao destacar que o uso de jogos no contexto educacional exige planejamento e intencionalidade pedagógica para que sejam, de fato, efetivos. Essa relação evidenciou que não basta inserir o jogo como elemento motivador, mas que é necessário alinhá-lo a objetivos claros de aprendizagem.


                No terceiro momento, tivemos uma roda de conversa com o professor Fernando, especialista na temática dos jogos, que trouxe contribuições fundamentais para a compreensão teórica do lúdico. Um dos pontos discutidos foi a epistemologia do lúdico, com base em Marc Prensky, que problematiza o que é o jogo e como ocorre a aprendizagem mediada por ele. Também foi destacada a aproximação entre o pensamento de Maria Montessori e o lúdico, especialmente no que se refere à valorização do concreto no processo de aprendizagem.


                Outro aspecto relevante abordado foi a teoria da aprendizagem baseada em jogos digitais, que oferece sustentação teórica para a inserção do lúdico no contexto educacional contemporâneo. Nesse sentido, discutiu-se a importância de critérios para a escolha adequada dos jogos, considerando o perfil dos estudantes, os objetivos pedagógicos e a realidade em que esses sujeitos estão inseridos.


                A discussão também contemplou diferentes perspectivas de aprendizagem, como a aprendizagem colaborativa, que enfatiza o aprender com o outro; a aprendizagem ativa, que coloca o estudante como protagonista do processo; e a aprendizagem participativa, na qual o professor também se envolve e aprende junto com os estudantes. Nesse contexto, ficou evidente que aprendizagem e ludicidade não devem ser dissociadas, mas compreendidas como dimensões que se complementam e se fortalecem mutuamente.


                Por fim, iniciamos o PBL 11 de Marcos e Felipe que nos trouxe um desafio difícil e intrigante, a construção de um mapa cartográfico com base nos textos e nas referências que eles nos trouxeram.


                De modo geral, a aula proporcionou reflexões relevantes sobre o uso dos jogos na educação, reforçando a necessidade de intencionalidade pedagógica e de uma compreensão crítica sobre o papel do lúdico na aprendizagem.

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